A proposta cria uma gigante com 27% do varejo brasileiro,se esta “fusão” realmente acontecer trará bastantes conseqüências para nós.A primeira é que eles terão um monopólio do comércio varejista nas cidades onde suas lojas estão bastantes concentradas,ou seja,os preços dos produtos serão controlados pela NPA (lembrando que as redes Casas Bahia e Ponto Frio também fazem parte do acordo,além de algumas outras pertencentes aos grupos citados).”Quanto maior é o mercado, maior é a disputa para atrair o consumidor com melhores preços, com qualidade de serviços e com investimento em tecnologia que beneficiem o consumidor” disse Maria Inês Dolci, coordenadora da ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor). Outro problema que o monopólio pode trazer,são aos trabalhadores destas redes,já que não poderão ter liberdade de escolha se estiverem descontentes com qualquer fator interno pois não terão oferta de emprego.Os fornecedores também seriam prejudicados,pois se a NPA deixa de comprar de um fornecedor,este diminuiria consideravelmente seu faturamento .Isso aumenta incontavelmente os lucros dessas empresas,por isso a tendência de um pais como o nosso,em crescimento à todo vapor é que o monopólio comercial esteja cada vez mais presente em nossas vidas.
Partes da Proposta Oficial de Associação do Carrefour com o Pão de açúcar
I – A NPA E A POTENCIAL OPERAÇÃO
2. A NPA acredita ser a Potencial Operação uma oportunidade
extraordinária para CBD, CARREFOUR e seus respectivos acionistas, que permitirá a
criação de um grande conglomerado brasileiro francês no setor varejista, com forte
atuação nos mercados nacional e internacional. É uma condição para implementação da
Potencial Operação, entre outras, que a NPA obtenha investimentos da BNDESPAR –
que já aprovou o enquadramento da Potencial Operação no Comitê de Enquadramento e
Crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (“BNDES”) – no
valor de R$ 3.910.000.000,00 (três bilhões, novecentos e dez milhões de reais) e do
BTG PACTUAL (e/ou veículos ligados ao BTG PACTUAL e/ou ao seu gestor) no
valor de R$ 690.000.000,00 (seiscentos e noventa milhões de reais), correspondente a
um valor total de R$ 4.600.000.000,00 (quatro bilhões e seiscentos milhões de reais),
equivalente nesta data a aproximadamente € 2.000.000.000,00 (dois bilhões de Euros),
além da emissão de dívida no montante de R$1.150.000.000,00 (um bilhão, cento e
cinquenta milhões de reais).
II – O CARREFOUR
3. O CARREFOUR é o segundo maior varejista do mundo em termos de
receita, com faturamento inferior apenas à companhia norte-americana WAL-MART. A
marca de renome internacional, a geografia de investimentos bem distribuídos, assim
como o reconhecido empenho e eficiência de seus funcionários fazem com que a
operação do CARREFOUR tenha inúmeros atrativos e apresente um potencial enorme de
expansão, notadamente em mercados emergentes como o brasileiro.
4. Como é público, porém, o valor de mercado do CARREFOUR, que possui
ações listadas na bolsa de valores Euronext Paris, foi, assim como outras companhias,
bastante afetado pela crise financeira. Especialistas acreditam porém que a participação
de um acionista de referência, com experiência no varejo, poderia contribuir para
melhorar o desempenho dessa companhia no mercado.
III – DESCRIÇÃO DA POTENCIAL OPERAÇÃO
10. O trabalho da FGV, por sua vez, analisou dois cenários – uma união entre CRB e WALMART e, de outro lado, entre CRB e CBD. Extrai-se desse estudo, em síntese, que:
(i) no caso de uma possível operação entre CRB e WALMART, em função da perda da competitividade por parte de CBD, “Em média, a perda do valor do capital acionário da CBD seria de R$ 1.356 milhões”. (ii) já em caso de unificação entre CRB e CBD, o resultado traria R$8,4 bilhões referentes a ganhos de sinergias.


